Zanzibar carrega uma fama de paraíso remoto que assusta um pouco na hora de planejar: visto pago, seguro obrigatório, voos longos. Mas quem organiza a papelada com antecedência encontra um dos arquipélagos mais completos do Oceano Índico — história em Stone Town, praias de água turquesa e passeios de barco que não existem em outro lugar do continente. A ilha pede pelo menos cinco dias: dois em Stone Town e três nas praias do norte ou leste, com um dia reservado só para o passeio de barco Safari Blue.
Desde outubro de 2024, Zanzibar exige visto de entrada (US$ 50) e também um seguro de viagem obrigatório emitido localmente (US$ 44), mesmo para quem já tem seguro internacional contratado. Resolver os dois antes de embarcar evita imprevisto na chegada ao aeroporto de Stone Town.
Como chegar
Não há voo direto do Brasil para Zanzibar. As rotas mais comuns passam por Doha, Adis Abeba ou Joanesburgo, com o trecho final pousando direto no Aeroporto Internacional Abeid Amani Karume, em Stone Town — o que evita a necessidade de conexão adicional dentro da Tanzânia continental.

Brasileiros precisam de visto de entrada, que pode ser solicitado online antes da viagem ou obtido na chegada, ao custo de US$ 50. O passaporte precisa ter pelo menos seis meses de validade a partir da data de entrada no país. Desde outubro de 2024, é obrigatória também a contratação de um seguro de viagem local emitido pela Zanzibar Insurance Corporation, no valor de US$ 44 por até 92 dias — mesmo turistas com seguro internacional próprio precisam desse documento.
Melhor época e quanto tempo ficar
A estação seca vai de junho a outubro e de dezembro a fevereiro, com menos chuva e mar mais calmo para mergulho e passeios de barco. Setembro e outubro se destacam por unir clima agradável, menor movimento de turistas e preços mais em conta. Abril e maio concentram as chuvas mais fortes do ano, período em que vários hotéis fecham para reforma — vale evitar essa janela ao planejar.
Cinco dias é o mínimo para não sentir que a viagem foi corrida: dois dedicados a Stone Town e sua arquitetura, e três nas praias, intercalando descanso com pelo menos um passeio de barco de dia inteiro.
O que ver
Stone Town é Patrimônio Mundial da UNESCO e o tipo de lugar que rende dois dias de caminhada sem pressa pelas vielas estreitas. O Darajani Bazaar concentra o comércio local de especiarias, peixe fresco e tecidos, enquanto o Old Fort guarda um antigo anfiteatro reaproveitado para apresentações culturais. Para comer bem à noite, os quiosques do Forodhani Gardens viram uma espécie de feira gastronômica ao ar livre, com espetinhos e frutos do mar grelhados na hora.

Praias do norte
Nungwi, no extremo norte da ilha, tem o azul mais intenso de Zanzibar e a maior estrutura turística, com hotéis e restaurantes concentrados em poucos quilômetros de orla. É também de onde partem boa parte dos passeios de mergulho e snorkel para o Atol de Mnemba, um dos melhores pontos de recife da região.
O que combinar com a viagem
Se você só puder escolher um passeio de barco na ilha, o Safari Blue é a recomendação mais recorrente: sai da vila de Fumba, passa por bancos de areia isolados e lagoas de mangue, e inclui almoço de frutos do mar em uma ilha deserta. Para combinar Stone Town com a ilha-prisão histórica e as fazendas de especiarias num único dia, há também um passeio guiado que resolve os três programas de uma vez:
Para quem prioriza mergulho, o passeio de snorkel no Atol de Mnemba costuma ser o programa mais elogiado da ilha.

Onde comer
A culinária de Zanzibar mistura influências árabes, indianas e africanas — o resultado mais famoso é o pilau de especiarias e o peixe grelhado com molho de coco. Em Stone Town, restaurantes como o Emerson on Hurumzi servem jantar em terraço com vista para o mar, enquanto o Forodhani Gardens é a opção mais barata e informal para experimentar street food local à noite.
Onde ficar
Stone Town é a base mais prática para quem quer história e vida noturna por perto, com boa oferta de riads e pousadas boutique dentro do centro histórico. Nungwi concentra os resorts de praia mais completos e é ideal para quem prioriza mar e estrutura turística. Já a costa leste, com praias como Paje e Jambiani, atrai quem busca um ritmo mais tranquilo e preços mais acessíveis, além de ser destino certo para quem pratica kitesurf.

Dicas práticas
A segurança em Zanzibar é considerada boa para os padrões da região, mas assaltos pontuais acontecem, principalmente em becos escuros à noite. A recomendação prática: não ande sozinho depois do anoitecer, use apenas táxis registrados ou indicados pelo hotel e fique atento a pertences em áreas movimentadas de Stone Town, onde batedores de carteira atuam.
Recomenda-se levar dólares em espécie e trocados para agilizar o pagamento do visto e do seguro obrigatório na chegada (valores de outubro de 2024). Zanzibar faz parte da Tanzânia, mas tem entrada e regras próprias — vale conferir sempre as exigências atualizadas no site do Ministério das Relações Exteriores antes de embarcar, já que requisitos de visto e seguro mudam com frequência.
Quem também vai visitar a África do Sul na mesma viagem pode conferir nosso guia completo da Cidade do Cabo, outro destino que combina bem com um roteiro pela costa africana.
Perguntas frequentes
Brasileiro precisa de visto para Zanzibar?
Sim. É preciso solicitar visto de entrada (US$ 50), online ou na chegada, além de contratar o seguro de viagem obrigatório local (US$ 44), exigido desde outubro de 2024 mesmo para quem já tem seguro internacional.
Qual a melhor época para visitar Zanzibar?
A estação seca, de junho a outubro e de dezembro a fevereiro, é a mais indicada. Setembro e outubro têm o melhor custo-benefício, com clima agradável e menos turistas.
Zanzibar é seguro para turistas?
De modo geral sim, mas com cuidados básicos: evite andar sozinho à noite, use táxis registrados e fique atento a pertences em áreas movimentadas de Stone Town.
Quantos dias são necessários para conhecer Zanzibar?
Pelo menos cinco dias: dois em Stone Town e três nas praias, incluindo um dia inteiro reservado para um passeio de barco como o Safari Blue.
Conclusão
Zanzibar exige um pouco mais de planejamento burocrático do que a média dos destinos de praia, mas devolve isso em experiência: história em Stone Town, água cristalina nas praias do norte e passeios de barco que dificilmente se repetem em outro lugar do mundo. Vale reservar visto e seguro com antecedência para chegar sem sustos. Mais roteiros de destinos como este você encontra aqui no voyagevoyage.