O que fazer em Belém do Pará gira em torno do Mercado Ver-o-Peso, um dos maiores mercados a céu aberto da América Latina, da gastronomia amazônica com açaí de verdade e pato no tucupi, e de passeios de barco até a Ilha do Combu. Dois dias cobrem o centro histórico; com 3 a 4 dias dá para incluir a ilha e conhecer a cidade com calma.
Belém reúne o Mercado Ver-o-Peso, tombado pelo IPHAN e eleito uma das 7 Maravilhas do Brasil, o Complexo Feliz Lusitânia com a Catedral da Sé e o Forte do Presépio, e a Ilha do Combu a 15 minutos de barco — o ideal é dedicar de 3 a 4 dias para conhecer com calma.
Como chegar em Belém
O Aeroporto Internacional de Belém (Val de Cans, código BEL) fica a cerca de 10 km do centro histórico e recebe voos diretos de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e das principais capitais do Norte e Nordeste. O trajeto até bairros como Nazaré ou Umarizal leva entre 20 e 30 minutos de táxi ou aplicativo, segundo informações do portal oficial da Prefeitura de Belém.

Dentro da cidade, o centro histórico é compacto e caminhável, mas o calor e a umidade pesam ao longo do dia — táxi ou aplicativo são a opção mais prática para trechos maiores, principalmente entre bairros mais afastados como Nazaré e a Cidade Velha.
Melhor época e quanto tempo ficar
Belém tem clima quente e úmido o ano todo, com chuvas fortes e rápidas à tarde, mais frequentes entre dezembro e maio. Os meses de estiagem, entre junho e novembro, têm menos chuva, mas o calor se mantém intenso em qualquer época.
Outubro é um mês à parte no calendário da cidade: o Círio de Nazaré, uma das maiores procissões católicas do mundo, reúne milhões de pessoas e lota hotéis com meses de antecedência. Quem não tem interesse específico no evento pode preferir evitar esse período, já que preços de hospedagem sobem bastante e a cidade fica bem mais cheia que o normal.
Com 2 dias você conhece os principais pontos turísticos do centro histórico. O ideal, porém, são 3 a 4 dias, tempo suficiente para incluir uma tarde na Ilha do Combu e explorar a cidade sem pressa. A partir de 5 dias, vale considerar um bate e volta para a Ilha do Marajó ou para Alter do Chão.
O que ver em Belém
O centro histórico de Belém concentra a maior parte das atrações turísticas: o Mercado Ver-o-Peso, o Complexo Feliz Lusitânia, o Theatro da Paz e as praças do bairro da Cidade Velha, todos a poucos minutos um do outro a pé.
Mercado Ver-o-Peso
Inaugurado em 1901 e parte de um complexo que remonta a 1625, o Ver-o-Peso é um dos maiores mercados a céu aberto da América Latina e foi eleito uma das 7 Maravilhas do Brasil. O mercado é dividido em seções especializadas — frutas exóticas, peixes frescos da Amazônia, ervas medicinais e artesanato — e o horário ideal para visitar é pela manhã, entre 8h e 11h, quando está mais movimentado e com produtos mais frescos.
A área do Mercado de Ferro, com estrutura importada da Europa no início do século XX, concentra a venda de peixes e é um dos pontos mais fotografados do complexo, conforme descreve o verbete sobre o Complexo Ver-o-Peso. Já as bancas de ervas medicinais, próximas à orla, vendem desde plantas usadas na medicina popular amazônica até garrafadas tradicionais — vale conversar com os vendedores, que costumam explicar a origem e o uso de cada produto.
Complexo Feliz Lusitânia
Reúne a Catedral da Sé e o Forte do Presépio, marco da fundação de Belém em 1616. É um conjunto arquitetônico do período colonial bem preservado, com vista para a Baía do Guajará, e fica a poucos passos do Ver-o-Peso.

Ilha do Combu
A cerca de 15 minutos de travessia de barco a partir do centro, a Ilha do Combu é procurada por restaurantes ribeirinhos como a Saldosa Maloca, cercados por floresta e plantações de cacau. É um programa de meio período, melhor aproveitado no almoço, com passeio de volta ainda com luz do dia. Dá para reservar o passeio de barco até a Ilha do Combu com guia em português.
Theatro da Paz
Teatro neoclássico erguido no fim do século XIX, no auge do ciclo da borracha. As visitas guiadas mostram os salões internos e contam a história do período em que Belém rivalizava com as grandes capitais europeias em riqueza.
Basílica de Nazaré
Igreja neoclássica no bairro de Nazaré, réplica em menor escala da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma. É o ponto de partida e chegada do Círio de Nazaré, em outubro, e reúne visitantes o ano todo pelo interior decorado e pelo museu anexo, com objetos ligados à devoção à santa.
Bosque Rodrigues Alves
Reserva de mata nativa dentro da própria cidade, com trilhas curtas entre árvores centenárias e um pequeno zoológico. É uma parada tranquila para fugir do calor do centro por uma ou duas horas, sem precisar sair de Belém.
O que combinar com Belém
Belém funciona bem como porta de entrada para a Amazônia, seja seguindo para Alter do Chão, praia de água doce cercada de floresta, ou para a Ilha do Marajó, maior ilha fluviomarinha do mundo, conhecida pelos búfalos e praias de rio. Quem tem 6 dias ou mais costuma dividir a viagem entre a capital e uma dessas duas paradas.
A Ilha do Marajó fica a cerca de 3h de barco a partir de Belém e reúne fazendas de búfalos, praias de rio e uma rotina bem mais lenta que a da capital. É um destino que pede pelo menos 2 dias inteiros, já que o deslocamento consome boa parte do primeiro dia de viagem.
Para quem busca praias urbanas dentro da própria Belém, a Ilha de Mosqueiro, a cerca de 1h do centro, tem praias de água doce e é um programa de dia inteiro sem sair da Região Metropolitana. Quem prefere um passeio mais curto pode optar pelo bairro de Icoaraci, conhecido pela cerâmica marajoara, com oficinas abertas à visitação e lojas de artesanato a preços melhores que no centro turístico.
Onde comer em Belém
O peixe frito acompanhado de açaí puro e farinha de mandioca é o prato mais pedido no Ver-o-Peso. Outros pratos típicos incluem o tacacá, servido quente em cuia com tucupi e jambu, o pato no tucupi e a maniçoba, conhecida como “feijoada paraense” por levar dias de preparo.
O jambu, erva típica da região, causa uma leve dormência na boca e é usado tanto no tacacá quanto em drinks e petiscos servidos em bares mais modernos do centro. Vale provar pelo menos uma vez, mesmo que a sensação estranhe no primeiro contato.

Vale lembrar que o açaí servido em Belém é bem diferente do que se vende no restante do Brasil: puro, sem açúcar e servido gelado, geralmente acompanhando peixe ou camarão em vez de granola e frutas.
Onde ficar em Belém
Os bairros de Nazaré, Umarizal, Batista Campos e Campina reúnem a melhor oferta de hospedagem, com boa relação custo-benefício e proximidade do centro histórico e de restaurantes. A Cidade Velha, mais próxima do Ver-o-Peso, também tem opções de pousadas para quem prioriza ficar a pé de tudo.
Nazaré é o bairro mais procurado por reunir boa infraestrutura de hotéis, restaurantes e a Basílica de Nazaré, além de ficar relativamente perto do centro histórico. Umarizal e Batista Campos costumam ter preços um pouco mais em conta, com boa oferta de apart-hotéis para estadias mais longas.

Dicas práticas
Visite o Ver-o-Peso pela manhã, entre 8h e 11h — é quando o mercado está mais movimentado e os produtos mais frescos, antes do calor mais forte da tarde.
Leve capa de chuva ou guarda-chuva compacto mesmo na estação seca: as chuvas em Belém costumam ser rápidas, mas intensas, e podem cair a qualquer hora do dia sem muito aviso.
Roupas leves e respiráveis funcionam melhor que tecidos sintéticos, dado o calor e a umidade constantes. Protetor solar e repelente também valem a pena, principalmente para quem for incluir passeios de barco ou trilhas no Bosque Rodrigues Alves no roteiro.
Perguntas frequentes
Quantos dias são ideais para conhecer Belém?
Três a quatro dias são o ideal para conhecer o centro histórico com calma e incluir uma tarde na Ilha do Combu. Dois dias já cobrem os principais pontos turísticos, mas sem tempo para a ilha.
Qual o melhor horário para visitar o Mercado Ver-o-Peso?
O período da manhã, entre 8h e 11h, é o melhor horário para visitar o Ver-o-Peso, quando o mercado está mais movimentado e os produtos, principalmente peixes e frutas, estão mais frescos.
O que comer em Belém?
Os pratos mais tradicionais são o peixe frito com açaí puro e farinha, o tacacá, o pato no tucupi e a maniçoba. O açaí em Belém é servido puro e gelado, bem diferente da versão adocicada comum no resto do Brasil.
Como chegar à Ilha do Combu saindo de Belém?
A Ilha do Combu é acessada por travessia de barco a partir do centro de Belém, com duração aproximada de 15 minutos. O passeio costuma ser combinado com almoço em um dos restaurantes ribeirinhos da ilha.
Conclusão
Belém entrega um dos mercados mais vivos do Brasil, gastronomia amazônica única e passeios de barco que já são um respiro de floresta dentro da própria capital. Para continuar o roteiro pela Amazônia, veja também o guia de Alter do Chão e o guia de Aracaju aqui no voyage.