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Subte em Buenos Aires: como usar o metrô e o cartão SUBE

Se você quer entender como funciona o Subte em Buenos Aires, a resposta curta é: simples, barato e rápido. Com o cartão SUBE em mãos, você usa Subte, ônibus e trem com um único passe recarregável — e a passagem do Subte custa ARS 1.684 com SUBE registrada (ago/2026). Neste guia você aprende a usar o sistema sem erro, da compra do cartão às linhas que levam aos pontos turísticos.

O Subte tem 6 linhas (A, B, C, D, E, H), funciona das 5h às 23h e cobre os principais bairros turísticos — Palermo, Recoleta, San Telmo e o Centro. Combinado com Uber e colectivo (ônibus), você se locomove em Buenos Aires sem precisar de carro.

Passagem Subte ARS 1.684 com SUBE registrada / ARS 2.526 sem registrar (ago/2026) — site oficial SUBE
Colectivo (ônibus) A partir de ARS 852,90 com SUBE registrada (ago/2026)
Horário do Subte Seg-sáb: 5h–23h / Dom e feriado: 8h–22h
Linhas 6 linhas (A, B, C, D, E, H) + Premetro
Onde comprar SUBE Quiosques, estações de metrô/trem, Mercado Pago
Uber disponível? Sim, funciona normalmente em Buenos Aires

Como funciona o Subte de Buenos Aires?

O Subte é simples de usar: você aproxima o cartão SUBE na catraca, a passagem é debitada automaticamente e a barreira abre. São 6 linhas identificadas por letras e cores, que se cruzam em estações de transferência no centro da cidade.

Trem do Subte em estação de Buenos Aires
Subte em movimento: o metrô de Buenos Aires é o mais antigo da América Latina. | Foto: Gabii Fernandez / Pexels

As linhas A a E correm de oeste para leste (ou noroeste a sudeste), partindo de estações terminais nos bairros e convergindo para a região central. A Linha H é a exceção: corta a cidade de norte a sul, conectando as outras linhas sem precisar passar pelo centro. As principais transferências ficam nas estações Lima/Avenida de Mayo (A-C), Diagonal Norte/Carlos Pellegrini/9 de Julio (B-C-D) e Independencia (C-E).

O Subte é o metrô mais antigo da América Latina — a Linha A foi inaugurada em 1913 e ainda conserva estações com azulejos originais, uma experiência quase museológica. Os trens circulam com intervalo de 3 a 5 minutos nos horários de pico e até 8 minutos fora do pico.

Onde comprar e carregar o cartão SUBE?

O cartão SUBE é obrigatório para usar qualquer transporte público em Buenos Aires — Subte, colectivo (ônibus) e trem. Não existe a opção de pagar em dinheiro na catraca.

Você compra o SUBE em quiosques de rua (procure o adesivo “SUBE” na vitrine), em bilheterias de estações de metrô e trem, ou pelo app Mercado Pago (versão digital no celular). O cartão físico custa aproximadamente ARS 3.000 (ago/2026). A recarga é feita nos mesmos pontos de venda, em terminais automáticos dentro das estações ou pelo app SUBE e Mercado Pago.

Registre seu SUBE no site oficial ou no app — a tarifa com cartão registrado é 33% mais barata do que sem registro. O processo leva 5 minutos e só precisa de um e-mail. Para turistas, a SUBE digital pelo Mercado Pago é a opção mais prática: você carrega pelo app e paga com cartão de crédito internacional.

Quanto custa a passagem do Subte?

A passagem do Subte custa ARS 1.684 por viagem com SUBE registrada e ARS 2.526 sem registro (ago/2026, conforme Infobae). O valor é fixo independente da distância — uma estação ou dez, o preço é o mesmo.

Transporte SUBE registrada SUBE sem registro Melhor para
Subte (metrô) ARS 1.684 (ago/2026) ARS 2.526 Centro, Palermo, Recoleta
Colectivo (ônibus) ARS 852–1.093 (ago/2026) ARS 1.356–1.739 Bairros sem metrô, La Boca
Uber ARS 3.000–8.000 por corrida curta Noite, chuva, malas
Táxi ARS 4.000–10.000 (bandeira + km) Confiança, sem app

Quem usa o Subte mais de 20 vezes no mês ganha desconto progressivo: a partir da 21ª viagem o valor cai, chegando a ARS 1.010 na 41ª viagem (ago/2026). Para um turista em viagem de 5 a 7 dias, a conta prática é simples: carregue ARS 20.000–30.000 no SUBE e use sem se preocupar.

Quais linhas do Subte usar para os pontos turísticos?

As linhas mais úteis para turistas são a C, a D e a H. Com essas três você chega à maioria dos pontos de interesse sem precisar de Uber ou táxi.

Linha C (azul) é a espinha dorsal: conecta Retiro (terminal de ônibus e trens) a Constitución, passando pela Avenida 9 de Julio e o Obelisco (estação Lavalle). É a linha de transferência — cruza todas as outras.

Linha D (verde) leva a Palermo: estação Palermo para Palermo Soho/Hollywood, Plaza Italia para o Jardim Botânico e o Zoológico, Bulnes ou Scalabrini Ortiz para as melhores parrillas e empanadas de Buenos Aires.

Linha A (celeste) vai até a Plaza de Mayo (Casa Rosada) e ao Congresso. É a linha histórica, com vagões que valem a visita por si.

Linha H (amarela) cruza de norte a sul: útil para ir de Recoleta (estação Las Heras) a San Telmo (estação San José) sem trocar de linha.

Para La Boca e o Caminito, o Subte não chega — a estação mais próxima é Constitución (Linha C), de onde você pega o colectivo 29 ou 64 (10 minutos) ou um Uber curto. Puerto Madero também fica a uma caminhada de 10 minutos da estação L.N. Alem (Linha B).

Uber, táxi ou colectivo: quando usar cada um?

O Uber funciona normalmente em Buenos Aires e é a opção mais cômoda quando o Subte não cobre o trajeto ou quando você está com malas, à noite ou na chuva. O app funciona com cartão de crédito internacional — não precisa de SUBE nem de pesos em mãos.

Ônibus colectivo nas ruas de Buenos Aires
Colectivo em Buenos Aires: os ônibus cobrem toda a cidade e funcionam 24 horas. | Foto: Andres Alaniz / Pexels

O táxi é seguro e regulamentado (pretos com teto amarelo). Use o taxímetro — se o motorista disser que está quebrado, troque de táxi. Aceita pesos em dinheiro; alguns aceitam cartão. Corridas curtas custam ARS 4.000–6.000 (ago/2026). O Uber geralmente sai 20–30% mais barato que o táxi na mesma distância.

O colectivo (ônibus) é o transporte mais abrangente: 150+ linhas cobrindo cada canto da cidade, 24 horas por dia. É essencial para La Boca e bairros sem metrô. Você sobe pela frente, aproxima o SUBE no leitor e informa o destino ao motorista (ele ajusta o valor no leitor pela distância). O app Cómo Llego (oficial da cidade) ou o Google Maps mostram qual linha pegar e onde descer.

Pegadinhas: o que ninguém te conta

SUBE sem crédito não tem perdão. A catraca do Subte não abre e o colectivo não parte sem saldo. Não existe “pagar depois” nem alternativa em dinheiro. Mantenha sempre ARS 5.000+ de saldo como reserva — recarregue antes de zerar.

Horário de pico é brutal. Entre 7h30–9h30 e 17h30–19h30, o Subte lota a ponto de não caber mais ninguém. Se puder, planeje os deslocamentos turísticos fora desses horários — entre 10h e 16h o metrô circula tranquilo.

Cuidado com o celular no Subte. Furtos de celular acontecem, especialmente nas estações e na hora do embarque/desembarque. Mantenha o celular no bolso ou segure firme com as duas mãos. Não use fones nos dois ouvidos.

O Subte fecha cedo. A última viagem é às 23h de segunda a sábado e às 22h em domingos e feriados. Se o jantar argentino começa às 21h, a volta quase sempre será de Uber ou táxi.

Ar-condicionado é loteria. Vagões da Linha A (os mais antigos) nem sempre têm ar-condicionado. No verão portenho (dezembro–março), as linhas mais novas (H, B) são mais confortáveis.

Perguntas frequentes

O Subte funciona de madrugada?

O Subte de Buenos Aires não funciona de madrugada. A última viagem sai entre 22h50 e 23h de segunda a sábado, e por volta das 22h em domingos e feriados. Após o fechamento, as opções são Uber, táxi ou colectivo (ônibus), que funciona 24 horas em várias linhas.

Precisa de cartão SUBE para andar de Uber?

Não, o Uber em Buenos Aires funciona com cartão de crédito ou débito internacional cadastrado no app, independente do cartão SUBE. O SUBE é exclusivo para transporte público (Subte, colectivo e trem). São sistemas completamente separados.

Existe integração entre Subte e ônibus?

Sim, o sistema Red SUBE oferece desconto na segunda viagem quando você combina Subte e colectivo dentro de um intervalo de 2 horas. O desconto é aplicado automaticamente no cartão SUBE registrado — mais um motivo para registrar o cartão. A economia chega a 50% na segunda perna do trajeto.

O Subte é seguro para turistas?

O Subte de Buenos Aires é considerado seguro durante o horário de funcionamento. Os cuidados são os mesmos de qualquer metrô de grande cidade: atenção a pertences, celular guardado no bolso da frente, evitar vagões vazios em horários tardios. As estações centrais têm policiamento e câmeras. O maior risco é furto de celular, não violência.

Conclusão

O Subte, o colectivo e o Uber cobrem Buenos Aires inteira — com o cartão SUBE registrado e o app Cómo Llego no celular, você se locomove com facilidade e por pouco dinheiro. Use o Subte para os trajetos principais no centro e em Palermo, o colectivo para La Boca e bairros sem metrô, e o Uber para a volta do jantar. Para montar seu roteiro completo, veja nosso guia completo de Buenos Aires no Voyage Voyage.