Cultura e História

Big Ben em Londres: Guia Completo para Visitar

🇧🇷 POR | 🇫🇷 FR | 🇺🇸 EN | 🇪🇸 ES

O Big Ben é o apelido do sino de 13,5 toneladas que toca dentro da Elizabeth Tower, a torre do relógio anexa ao Palácio de Westminster, sede do Parlamento britânico, às margens do rio Tâmisa em Londres. Você chega de avião até Heathrow, Gatwick ou outro aeroporto da cidade e segue de metrô até a estação Westminster, na zona 1; a melhor época para visitar é na primavera ou no início do outono, quando o clima ajuda a aproveitar os jardins e as filas ao ar livre, e um fim de semana já dá para conhecer bem essa região. Mas por que esse sino específico ficou mais famoso que a própria torre, e dá para subir lá dentro? É o que você confere a seguir.

Como chegar

“Dá para ir direto do Brasil até Londres?” Dá, em alguns casos. São Paulo (GRU) tem voos diretos para Londres com companhias como British Airways e LATAM, com duração de cerca de 11 horas. De outras cidades brasileiras, a rota mais comum passa por GRU, Lisboa ou alguma cidade europeia antes de seguir para Londres, geralmente pousando em Heathrow (LHR), o maior aeroporto da cidade, embora também existam voos com conexão chegando a Gatwick (LGW).

De Heathrow ao centro, a forma mais rápida é o Heathrow Express, trem que leva cerca de 15 minutos até a estação Paddington; dali, é só pegar o metrô (a famosa Tube) até Westminster, trocando de linha uma vez. A opção mais econômica é o Elizabeth Line, que liga Heathrow ao centro por um preço bem menor que o Heathrow Express, só que com trajeto um pouco mais longo. De Gatwick, o Gatwick Express leva por volta de 30 minutos até Victoria Station, de onde dá para emendar o metrô.

Para chegar até o Big Ben propriamente dito, desça na estação Westminster, atendida pelas linhas Circle, District e Jubilee. Saindo do metrô, a torre já aparece na sua frente — é literalmente a saída mais cinematográfica do sistema de transporte de Londres.

Melhor época e quanto tempo ficar

“Qual o melhor mês para ir?” Entre abril e junho ou entre setembro e início de outubro, quando as temperaturas ficam mais amenas (em torno de 12°C a 20°C) e os dias são mais longos, o que ajuda a aproveitar a luz para fotos em Parliament Square e na Westminster Bridge. Julho e agosto têm o clima mais quente, mas também concentram o maior fluxo de turistas, com filas mais longas em qualquer atração do entorno.

Reserve meio dia para caminhar pela região do Big Ben, da Abadia de Westminster e da London Eye sem pressa. Se você conseguir ingresso para o tour guiado dentro da Elizabeth Tower, some mais 90 minutos a esse roteiro — e considere planejar a visita com alguns meses de antecedência, já que as vagas costumam esgotar rápido.

O que ver no Big Ben e no Parlamento

“O que tem no Big Ben, afinal?” A Elizabeth Tower tem 96 metros de altura e abriga, além do sino Big Ben, o relógio mais famoso do Reino Unido, com quatro mostradores de 6,9 metros de diâmetro cada. O nome “Big Ben” oficialmente designa só o sino principal, fundido em 1858 pela Whitechapel Bell Foundry e batizado, segundo a versão mais aceita, em homenagem a Sir Benjamin Hall, o responsável pelas obras de instalação na época. Mais detalhes sobre a construção e a história da torre estão reunidos na página da Wikipédia sobre o Big Ben. Com o tempo, o apelido passou a ser usado também para a torre e o relógio inteiros, mesmo sem ser tecnicamente correto.

Big Ben e a Elizabeth Tower vistos do Parliament Square em Londres
O conjunto formado pela Elizabeth Tower e o Palácio de Westminster, visto do Parliament Square. | Foto: Matheus Bertelli / Pexels

O tour por dentro da torre

“Dá pra subir no Big Ben?” Dá, mas só com tour guiado oficial, vendido exclusivamente pelo site do Parlamento britânico (parliament.uk). O passeio dura cerca de 90 minutos, sobe 334 degraus em escada de caracol e leva o visitante a ver de perto o mecanismo do relógio e o próprio sino tocando, caso o horário coincida. Não é permitido fotografar lá dentro, e crianças precisam ter pelo menos 11 anos. As entradas costumam abrir online com alguns meses de antecedência — confirme valores e disponibilidade atualizados diretamente no site oficial do Parlamento britânico antes de programar a viagem, já que mudam com frequência.

Quem não conseguir vaga no tour ainda aproveita bastante só admirando a torre de fora: a vista de Westminster Bridge, de frente para o relógio com o rio Tâmisa ao fundo, é um dos cartões-postais mais reproduzidos do mundo, e não custa nada.

Houses of Parliament

O Palácio de Westminster, sede da Câmara dos Comuns e da Câmara dos Lordes, ocupa o mesmo terreno e tem visitas guiadas próprias em determinados períodos do ano, normalmente quando o Parlamento está em recesso. É possível também assistir a sessões públicas de debate gratuitamente, mediante fila e controle de segurança — uma experiência diferente de qualquer “tour turístico” tradicional.

Fachada gótica do Palácio de Westminster, sede do Parlamento britânico
A fachada neogótica do Palácio de Westminster, projetada por Charles Barry e Augustus Pugin. | Foto: Polina Chistyakova / Pexels

Arredores: o que combinar com a visita

“O que mais dá pra ver perto do Big Ben sem perder o dia inteiro?” Bastante coisa, porque essa é a área mais turística de Londres. A Abadia de Westminster fica a poucos passos e guarda os túmulos de reis, rainhas e nomes como Isaac Newton e Charles Darwin. Do outro lado do rio, a London Eye, a roda-gigante de 135 metros, oferece uma vista panorâmica de toda a região central — o trajeto sobre a Westminster Bridge para chegar até lá já é parte do passeio.

London Eye às margens do rio Tâmisa, próximo ao Big Ben
A London Eye, às margens do Tâmisa, a poucos minutos a pé do Big Ben. | Foto: Olli / Pexels

Seguindo a pé por St James’s Park, um dos parques reais mais bonitos da cidade, você chega ao Palácio de Buckingham, residência oficial da realeza britânica e palco da troca da guarda. É um circuito perfeitamente caminhável em uma manhã ou tarde, sem precisar de transporte adicional.

Onde comer perto do Big Ben

“Dá pra comer bem sem gastar uma fortuna ali perto?” Dá, mas vale saber onde procurar, porque a região imediata do Parlamento tem muito restaurante voltado a turista e preço inflado. Pubs tradicionais nas ruas ao redor de Westminster e Victoria servem clássicos como fish and chips e pies por valores mais razoáveis que os points badalados à beira do Tâmisa. Para uma refeição rápida, os mercados cobertos do entorno de Victoria Station reúnem opções de sanduíches, saladas e pratos quentes a preços melhores que os cafés voltados só para turistas.

Quem quiser uma experiência mais completa pode caminhar até Covent Garden, a cerca de 20 minutos a pé ou um pulo de metrô, onde a oferta gastronômica é maior e mais variada, do street food a restaurantes com mesa.

Onde ficar

“Em que bairro eu fico para ficar perto do Big Ben?” Depende do seu orçamento e do perfil da viagem. Para quem busca praticidade e está disposto a pagar mais, hospedar-se em Westminster ou Victoria coloca você a poucos minutos a pé das principais atrações, mas com diárias mais salgadas, típicas da região mais central e cara da cidade.

Uma opção intermediária é South Kensington ou Pimlico, bairros residenciais tranquilos e bem conectados por metrô, com diárias mais em conta e ainda assim a poucas paradas de Westminster. Já quem prioriza economia costuma preferir bairros como Earl’s Court ou zonas um pouco mais afastadas do centro, sempre checando a proximidade de uma estação de metrô antes de fechar a reserva.

Dicas práticas

Vale a pena reservar o tour da Elizabeth Tower para quem realmente gosta de história, mecânica e quer uma experiência menos óbvia — para quem só quer a foto clássica, a vista externa já entrega o cartão-postal sem custo nenhum. O erro mais comum é aparecer sem ingresso esperando comprar na hora: o tour por dentro da torre não vende entrada no local, é só pela internet e com antecedência.

Sobre moeda, o Reino Unido usa a libra esterlina (GBP), fora do euro, então confira a cotação atualizada antes de embarcar e leve um cartão internacional sem taxas para evitar surpresas na conversão. Para se conectar, um chip local ou um eSIM internacional resolve bem, já que o wi-fi público nem sempre é estável nas áreas mais turísticas.

Big Ben iluminado durante a noite em Londres
À noite, com a torre iluminada, o visual do Big Ben muda completamente. | Foto: David Dibert / Pexels

Brasileiros precisam de visto eletrônico para entrar no Reino Unido por turismo — confirme sempre as regras vigentes no site oficial do governo britânico antes de viajar, já que esse tipo de exigência muda com frequência. Em relação à segurança, a área do Parlamento tem forte presença policial e é considerada uma das mais seguras de Londres para caminhar, inclusive à noite, mas o cuidado básico com pertences vale para qualquer ponto turístico cheio de gente.

Perguntas frequentes

O que é o Big Ben em Londres?

Big Ben é o apelido do grande sino de 13,5 toneladas instalado na Elizabeth Tower, a torre do relógio do Palácio de Westminster. Com o uso popular, o nome passou a designar também a torre e o relógio como um todo, embora tecnicamente se refira só ao sino.

O que tem no Big Ben em Londres?

Dentro da Elizabeth Tower está o mecanismo do relógio, os quatro mostradores gigantes e o sino Big Ben em si, além da escada de caracol de 334 degraus que os visitantes do tour oficial sobem para conhecer a estrutura por dentro.

Qual é a lenda do Big Ben?

A versão mais aceita diz que o sino foi batizado em homenagem a Sir Benjamin Hall, responsável pelas obras na época da instalação, em 1858. Há também quem associe o nome a Benjamin Caunt, um boxeador peso-pesado famoso no período, mas essa é considerada uma teoria alternativa, sem confirmação definitiva.

Quais são 3 curiosidades sobre o Big Ben?

O sino pesa cerca de 13,5 toneladas e foi fundido pela Whitechapel Bell Foundry; a torre tem 96 metros de altura e 334 degraus até o topo; e, tecnicamente, “Big Ben” é o nome do sino, não do relógio ou da torre, apesar do uso popular ter misturado os três.

Por que chama Big Ben?

O nome é uma homenagem a Sir Benjamin Hall, que supervisionou a instalação do sino como responsável pelas obras públicas da época — embora exista também a teoria alternativa ligada ao boxeador Benjamin Caunt.

O Big Ben existiu? Ele é uma igreja?

Sim, o Big Ben existe e pode ser visitado até hoje. Não é uma igreja: é o sino de uma torre de relógio anexa ao Parlamento britânico, um prédio governamental, sem qualquer função religiosa.

Qual é o bairro mais turístico de Londres?

Westminster, onde fica o Big Ben, costuma ser apontado como o bairro mais turístico da cidade, por reunir o Parlamento, a Abadia de Westminster, a London Eye e o Palácio de Buckingham em uma área caminhável.

Conclusão

O Big Ben resume bem o que torna Londres uma cidade tão fácil de visitar: história concentrada, transporte público eficiente e atrações a uma curta caminhada umas das outras. Dá para ver tudo isso de graça, da rua, ou ir mais a fundo com o tour guiado dentro da torre — qualquer uma das opções vale a viagem até Westminster. Explore os outros guias de destinos aqui no Voyage Voyage.